Por: Caio Fábio |
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E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Et cognoscetis veritatem, et veritas liberabit vos. (João 8:32)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
UMA VIAGEM CHAMADA VIDA.
Institutas – João Calvino
[João Calvino, As Institutas – edição Especial, Editora Cultura Cristã, Vol IV, p. 182].
PEQUENA HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL
Por: Alderi Souza de Matos
A escola dominical é uma das instituições mais úteis, benéficas e duradouras da história do protestantismo. Ela se insere no contexto mais amplo da educação religiosa ou educação cristã, que sempre tem sido uma preocupação da Igreja, desde os tempos apostólicos. O interesse em instruir, educar e capacitar o povo de Deus foi muito importante no Antigo Testamento, no contexto da família e da vida religiosa de Israel. No período interbíblico surgiu uma importante agência educativa judaica que foi a sinagoga. O ensino recebeu enorme ênfase no ministério de Jesus, que foi mestre e reuniu em torno de si os seus discípulos. Na igreja primitiva, as atividades didáticas foram fundamentais para a propagação e consolidação do novo movimento, como se pode verificar amplamente nos livros do Novo Testamento.
1. Um notável pioneiro
A moderna instituição conhecida como “escola dominical” teve como seu principal fundador o jornalista inglês Robert Raikes (1735-1811). Ele era natural da cidade de Gloucester e em 1757, aos vinte e dois anos, sucedeu o pai como editor do Gloucester Journal, um periódico voltado para a reforma das prisões. Nessa época, estava ocorrendo na Inglaterra o extraordinário avivamento evangélico, com sua forte ênfase social. Inspirado por outras pessoas, Raikes iniciou uma escola em sua paróquia em 1780. Ele ensinava crianças pobres de 6 a 14 anos a ler e escrever e dava-lhes instrução bíblica.
A idéia de Raikes rapidamente se alastrou pelo país. Apenas cinco anos mais tarde, em 1785, foi organizada em Londres uma sociedade voltada para a criação de escolas dominicais. Um ano depois, cerca de 200.000 crianças estavam sendo ensinadas em todo a Inglaterra. No princípio os professores eram pagos, mas depois passaram a ser voluntários. Da Inglaterra a instituição foi para o País de Gales, Escócia, Irlanda e Estados Unidos.
2. Difusão nos Estados Unidos
No fim do século 18, quando ocorreu a independência dos Estados Unidos, muitas crianças, especialmente pobres, não tinham acesso à educação. As escolas dominicais vieram suprir essa carência, além de unir o ensino religioso ao ensino geral. A primeira escola dominical americana surgiu numa residência da Virgínia em 1785. Na década seguinte, foram criadas escolas em Boston, Nova York, Filadélfia, Rhode Island e Nova Jersey. Destinavam-se a crianças que careciam de educação, muitas das quais trabalhavam em indústrias. Na cidade de Pawtucket, Estado de Rhode Island, foi iniciada uma escola na primeira usina de algodão dos Estados Unidos. Os primeiros dirigentes em geral eram leigos e líderes comunitários; o texto usado era a Bíblia e as matérias incluíam leitura, redação e valores cívicos e morais. Essas escolas dominicais prepararam o caminho para a criação de escolas públicas.
3. A organização do movimento
A partir de 1800, os propósitos das escolas dominicais americanas passaram a ser instrução e evangelismo; elas transmitiam valores cristãos e o espírito democrático da nova nação. Era um trabalho não-denominacional ou, como se dizia na época, uma “associação voluntária”, reunindo pessoas de diferentes igrejas. Em 1824 foi fundada a União Nacional de Escolas Dominicais, que organizou os líderes, publicou literatura e criou milhares de escolas no interior do país. Na mesma época, muitas denominações começaram a criar as suas próprias uniões de escolas dominicais.
Até a década de 1870, existiram dois tipos de escolas dominicais: (a) missionárias, que evangelizavam crianças em áreas rurais e bairros pobres das grandes cidades; (b) eclesiásticas, que educavam os filhos dos membros das igrejas. Em 1869 reuniu-se a primeira Convenção Nacional de Escolas Dominicais (passou a denominar-se Convenção Internacional em 1875). Uma comissão passou a preparar um currículo de lições padronizadas para uso geral (Lições Internacionais). Surgiram normas para o uso do tempo e do espaço nas igrejas e o sistema foi levado para os campos missionários no exterior.
No final do século dezenove, 80% dos novos membros ingressavam nas igrejas através das escolas dominicais. Em 1905, foi criada a Associação Internacional de Escolas Dominicais, que passou a promover convenções em muitos países, algumas das quais tiveram a presença de brasileiros.
4. A Escola Dominical no Brasil
A escola dominical chegou ao Brasil como as primeiras missões protestantes. A primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855. Sarah Kalley havia sido grande entusiasta desse movimento na sua pátria, a Inglaterra. A primeira escola dominical presbiteriana foi iniciada pelo Rev. Ashbel Green Simonton em maio de 1861, no Rio de Janeiro. Reunia-se nos domingos à tarde, na rua Nova do Ouvidor. Essa escola aparentemente foi organizada de modo mais formal em maio de 1867. Um evento comum em muitas igrejas presbiterianas brasileiras nas primeiras décadas do século 20 era o “Dia do rumo à escola dominical”, quando se fazia um esforço especial para trazer um grande número de visitantes.
Um destacado incentivador das escolas dominicais foi o Dr. Eliézer dos Santos Saraiva (1879-1944), presbítero da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, que promoveu as primeiras convenções de escolas dominicais do Brasil, bem como encontros de confraternização e piqueniques. Outro grande incentivador foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), que traduziu, adaptou e escreveu por vários anos as Lições Internacionais (Livro do Professor, 1921-1929), um valioso material para crianças, jovens e adultos. No início do século vinte surgiu a União Brasileira das Escolas Dominicais, depois Conselho Nacional de Educação Religiosa, cujo trabalho foi continuado pela Confederação Evangélica do Brasil.
O que é ser um jovem presbiteriano?
Assim como a palavra senador também significa “o mais velho”, em latim, é equivocado pensar que as duas palavras queiram se referir à idade, nestas circunstâncias. Tanto senador, no latim, quanto presbítero, no grego coinê, querem dizer outra coisa.
É claro que ser jovem presbiteriano quer dizer ser um jovem, cristão evangélico, que tem as Escrituras como única regra de fé e prática e Jesus Cristo como o único caminho. Mas ser jovem presbiteriano representa mais para o mundo.
Ser um jovem presbiteriano é montar em ombros gigantescos de grandes homens de Deus na história, como John Knox, que transformou a Escócia; os 4 escoceses, que transformaram a Assembléia de Westminster; os puritanos na América, que construíram uma nação para a Glória de Deus; do jovem Simonton, que aos 26 anos, deixou o seu país, legando-nos uma igreja, e abrindo as portas para a Universidade Mackenzie, um seminário, e muitos outros frutos. Ser um jovem presbiteriano é ser precedido de um passado glorioso de homens e mulheres apaixonadas por Deus, e que lutaram e morreram pela pureza da doutrina, transformando assim a sociedade em que viveram. O jovem presbiteriano está no meio, entre um passado de reforma e reavivamento espiritual, e um mundo que precisa ser restaurado e levado a Cristo. Porque ser um jovem presbiteriano é fazer jus ao significado da palavra presbiteriano, porque ser presbiteriano significa liderança, ser um líder, mas não qualquer líder, que aparece do nada, cheio de energia e carisma e atrai multidões; não aquele líder entusiasmado consigo mesmo; mas um líder maduro, que carrega uma experiência de séculos de história, de estudo fiel da Palavra e luta pela justiça.
Ser um jovem presbiteriano é ser um líder em sua geração. Conhecedor profundo da Palavra, não só um decorador de versículos bíblicos, mas que faz de toda a Palavra doutrina, isto é, tornar a Palavra relevante e transformadora para sua vida e para o mundo.
O jovem presbiteriano é um líder e lutador por sua Igreja Presbiteriana local, não fazendo dela uma lanchonete fast food, buscando a que venha se enquadrar aos seus gostos, mas reconhece que toda a igreja local é imperfeita e que nós somos chamados para torná-la pura, com uma vida santa e com boas obras, porque nós somos a Igreja de Cristo, e por isso nós somos a Igreja Presbiteriana, órgão na qual Deus nos colocou para servi-Lo.
É por isso que o jovem presbiteriano faz a IPB ser como o Benjamim Button, do filme estrelado por Brad Pitt. Benjamim Button é um homem que nasceu com uma doença curiosa. Ele nasceu velho, com aparência de velho, e doenças de velho. Aqueles que olhavam, logo pensavam, esse cara não terá mais muitos anos de vida; porém, conforme o tempo passa, ao contrário das expectativas, este homem vai rejuvenescendo, de modo que, lá pelos 60/70 anos, ele tem a aparência e a força de um jovem de 18.
O jovem presbiteriano rejuvenesce a igreja, fazendo dela uma igreja experiente, madura, sábia, forte e jovem.
Onde precisamos mudar.
Jovens secularizados
Algumas vezes somos acusados de sermos secularizados; algumas vezes a acusação é injusta, outras não. Não é difícil provar. É só dizer que não é difícil encontrarmos jovens que tem uma vida sexual ativa antes do casamento e ainda assim se consideram presbiterianos; jovens que fumam, se embriagam, e até usam drogas e ainda assim se consideram presbiterianos; jovens cuja única leitura, música, ou cuja audiência na TV e na internet são exclusivamente para material que não edifica, e batem no peito orgulhosos de serem presbiterianos. Mas podemos ir mais longe. Em uma roda de cristãos variados, será raro o jovem presbiteriano conhecido como o jovem de oração, o jovem piedoso. Podemos ser conhecidos pela teologia, pela pregação, mas não pela vida piedosa.
Você não precisa sair da igreja presbiteriana para ser um jovem cheio do Espírito Santo. Precisamos deixar a vergonha de nos identificarmos com outros irmãos na fé e cairmos de joelhos como jovens que só buscam a Deus, buscando-o em oração, jejum e uma vida devocional consistente. Temos que parar de nos orgulharmos e queremos ser “crentes intelectualizados’ para buscarmos ser crentes cheios do Espírito de Deus, com uma Palavra que edifica, e vida de quem passa horas envergonhado por seus pecados diante de Deus.
Jovens que não evangelizam
Precisamos avançar na ideia de que a evangelização é um evento na igreja, e encarar a vida de evangelização como um todo. Precisamos ser jovens que, mais do que “obedecem a Deus no cumprimento da missão”, mas amam a Deus de todo o coração, e têm compaixão de outros seres humanos, feitos à imagem de Deus.
Dizem que a nossa teologia não ajuda. O que não deveria ser verdade. Temos que colocar de lado a ideia de que teologia e missão são coisas separadas, mas, ao contrário, fazer da nossa teologia o fogo que queima os nossos corações para a evangelização, um fogo poderoso de Deus, que não nos consome, mas que gera vida em nós e no mundo, tal como na sarça de Moisés, que estampamos em nossa bandeira.
Fonte:http://eh.org.br
Discípulo Gera Discípulo
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;Devemos com nossa vida levar o “ide”, como Jesus disse em Mateus 28, para fazermos discípulos por onde passarmos e andarmos, a nossa caminhada com Cristo deve refletir nas pessoas a nossa volta com quem convivemos e assim podemos compartilhar da nossa fé seja diretamente ou indiretamente.
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mateus 28:19,20)
Diretamente quando você fala abertamente para uma pessoa sobre a palavra de Deus, e indiretamente quando com seus exemplos você mostra a diferença entre quem serve a Deus e quem não serve. (Malaquias 3.18)
Podemos citar o exemplo do Apóstolo Paulo que após conhecer a Cristo, pregou a palavra com ousadia e fez discípulos, como foi o caso de Timóteo.
A Timóteo meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor. ( 1 Timóteo 1.2)O Apóstolo Paulo levou o discipulado adiante e Timóteo foi alcançado e cuidado, como um pastor cuida de sua ovelha, ele foi um jovem usado grandemente por Deus para propagar o evangelho de Cristo por onde andava, e assim seguiu o discipulado.
Hoje em dia não é diferente, a melhor forma de gerar um discípulo é através do exemplo, nós podemos notar isso em Jesus, ele foi o maior influenciador e não houve nenhum outro igual a Ele, desde que Jesus veio a essa Terra milhões de pessoas se entregaram a Ele e assim continuaram o discipulado, passando de pessoa para pessoa, porque Jesus disse: “ide e pregai o evangelho a toda criatura”, não esconda esse tesouro que você encontrou, que é ter conhecido o autor e consumador da vida.
Seja um discípulo, e se conhece um discípulo por ele fazer a diferença e “gerar” discípulos para o reino de Deus, continue o trabalho, você trabalha para que todo o mundo conheça e saiba que há um Deus que salva e liberta de toda opressão, um Deus que não falha, um Deus poderoso que morreu por todos nós, não há o que temer, basta apenas se entregar a Ele e crer.
O discipulado é a base do cristianismo, foi através dele que a palavra de Deus chegou até nós, e assim devemos prosseguir levando a palavra de Deus.
A História do Lápis
A História do Lápis
O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-
Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do
que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse
como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades
nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com
o mundo.
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve
esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós
chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou
escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco,
mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas
dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para
apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que
fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos
manter no caminho da justiça.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou
sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre
cuide daquilo que acontece dentro de você.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da
mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e
procure ser consciente de cada ação.
Autor desconhecido
Nuvens escuras na vida cristã
Nuvens escuras na vida cristã
A
caminhada cristã não é fácil. É interessante que na medida em que os
anos passam, vamos descobrindo que nem todas as coisas na vida são tão
simples e divertidas como pensávamos quando erámos crianças. Na jornada
cristã este movimento não é muito diferente. Nem tudo é doce e brilhante
como aparenta e nem só de dias ensolarados se faz a vida. Mas nas
adversidades (e diante das nuvens) podemos enxergar a graça de Deus e
seu zelo, aprender muito com aquilo que se opõem e descobrir o que
realmente tem – ou deveria ser reconhecido como tendo – valor para
nossas vidas.
O
livro de Atos dos Apóstolos apresenta diversos episódios cuja fé dos
cristãos em geral e dos apóstolos em específico eram moldadas pelas
adversidades. Neste estudo vamos nos ater ao relato de At 16.12-40.
Paulo e Silas estavam em Missão conforme textos anteriores (junto com
Lucas e Timóteo) e alguns fatos anteriores mostram conversões
acontecendo, através da pregação do Evangelho e pela obra do Santo
Espírito (At 16.13-15). Deus estava com seus servos assim como permanece
com os Seus nos dias de hoje. Talvez para muitos a sequencia de fatos
que foram se desenrolando podem soar como injustas para quem estava tão
somente fazendo a obra de Deus. Vejamos.
A falsa religião como fonte de lucro
Passando
pela maravilhosa experiência de compartilhar o Evangelho e ver corações
– como o de Lídia, v.14 – se prostrando ao Senhor, encontramos mais uma
vez a forma impressionante como a religiosidade pode engordar os bolsos
de líderes nefastos. Tal prática não nasceu ontem, ela está enraizada
na humanidade como um culto paralelo cujo fim é a riqueza e o bem-estar
momentâneo. Enquanto Paulo e Silas avançavam na pregação do Evangelho e
na comunhão com os novos crentes, uma jovem possessa “que tinha um
espírito adivinhador” os seguia gritando uma suposta glorificação ao
nome de Deus (v.17), porém tal glória era falsa e tal jovem servia tão
somente como fonte de lucro aos seus senhores. A jovem estava possessa
por um espírito mau e era explorada por seus senhores.
Outras
passagens nos mostram – ainda em Atos – a luta da Igreja contra estas
investidas. Veja por exemplo Pedro contra Simão em At 8.14 e Paulo com
Bar-Jesus em At 13.4. No caso de Simão, seu ato pecaminoso passou a
nomear a prática de aferir lucro no comércio das coisas sagradas:
“Simonia”. Pela narrativa da história da igreja encontra-se na obra
“Apologia” de Justino Mártir – datada de 150 a.D. que posteriormente
Simão passou a ser seguido por muitos e se autodenominava como
“Manifestação do Deus Supremo”.
Segundo os versículos de At 16.16-19 diante de uma perturbação diária
gerada pela jovem possessa, pois poderia com sua “glorificação” levar
as pessoas a desacreditar o Evangelho, associando-o ao ocultismo 1,
Paulo se aborreceu e ordenou que o espírito saísse da jovem, ao que
pela ordem e sujeito ao nome de Jesus tal espírito foi expulso. Deus foi
verdadeiramente glorificado, enquanto a fonte de lucro de homens
perversos secou. Não houve júbilo a estes homens, mas tal decepção que
denunciaram Paulo e Silas às autoridades, e em praça pública foram
acusados e espancados sem chances de defesa.
Muitos de nós se indignariam diante de Deus com perguntas do tipo “Por que? Qual o motivo, oh Deus!”. Paulo e Silas estavam fazendo a obra de Deus e ainda assim foram injustamente condenados.
A
Verdade não trouxe alegria aos ímpios. Muito tem a ensinar o texto de
At 16.20-24. Por mais que a jovem estivesse livre, o que realmente
interessava era o lucro perdido. Além disso, aprendemos que todo aquele
que defende a fé cristã e está comprometido com o Evangelho deve estar
atento, em alerta constante em relação às amizades falsas e
interesseiras, pois para muitos a glorificação da jovem poderia inflar o
ego do pregador quando na verdade visava desviar o culto. E ainda:
estar preparado para ferrenha oposição e “revolta dos magistrados” que
declaram guerra contra Paulo e Silas.
Paulo cura a menina; no entanto, o bem, em vez de trazer-lhe glória e gratidão, trouxe-lhe açoitamento e prisão. Há um dito popular que diz: ‘Não há mal que não traga algum bem’. Talvez também devêssemos dizer o oposto: ‘Não há bem que não traga algum mal’. Talvez isso seja um tanto exagerado, mas, com frequência, é verdade. Vivemos em um mundo caído que, por essa razão, é dominado pelas estruturas do pecado. Por isso, quando nos opomos ao pecado, estamos nos opondo aos interesses de alguém. Paulo cura a menina; mas ao fazer isso, ele prejudica os interesses econômicos dos donos dela, que, portanto, acusam-no e conseguem que seja açoitado e preso. 2
Um costume maligno foi destronado e a fé dos servos de Deus estava posta a prova.
Um exemplo de como se portar diante da adversidade e o milagre da salvação
Não
vamos nos ater a pensar no que a maioria faria diante de tudo que
estava sobrevindo naquele momento de humilhação. Vamos focar nosso olhar
para o exemplo de Paulo e Silas. Trancafiados injustamente, acoitados,
pés presos ao tronco, entoavam louvor a Deus orando e cantando hinos.
Deus respondeu rompendo as cadeias e colocando o injustiçado em
liberdade.
Interessante
que a resposta de Deus não era um fim em si própria, mas um meio de
fazer um obra ainda maior e trazer glória ao nome dEle!
A
liberdade que Deus proporcionou aos Seus servos foi o bálsamo em
relação ao injusto castigo que lhes foi afligido sem a menor
possibilidade de defesa.
Diante
de tantos feitos maravilhosos e miraculosos, o maior dos milagres chega
à casa do carcereiro. Aquele que estava outrora separado e apartado
pode se achegar à graça salvadora de Jesus: “Senhores, que é necessário
que eu faça para me salvar?” pergunta este homem no verso 30. Perceba
que somente àquele cujo Espírito de Deus colocou a consciência de perda e
condenação pode clamar para ser salvo. Somente o perdido pode clamar
pela salvação.
Naquela
mesma noite não somente o carcereiro como todos os seus foram
alcançados. Era Deus – ao Seu tempo – produzindo o bem das
circunstâncias que apenas registravam o mal e a injustiça.
Não
há nada de mágico neste contexto e neste versículo em específico (“Crê
no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” Atos 16:31) uma
vez que a salvação de um indivíduo não depende da crença de outrem. Foi
pela ação de Deus e pelo poder de Sua palavra que o Evangelho pregado
alcançou morada e a contemplação da misericórdia divina.
Concluindo
Depois
de toda a luta enfrentada, mesmo fazendo aquilo que estava certo e que
era para Deus e Seu Reino, ainda que diante da injustiça dos homens,
Paulo e Silas não esmoreceram na fé. Pelo contrário, houve ainda tempo
de retornarem aos irmãos recém-convertidos e os encorajarem. Deus deu a
estes homens a oportunidade de ver o fruto de seu trabalho:
Esta
é nossa luta constante. Ainda que sob o céu nublado das adversidades é
possível ver a graça de Deus presente, e ainda que tudo possa parecer
desfavorável, o Senhor pode fazer daquilo que é mal, o bem. Confiança é
algo que se constrói na certeza de estarmos com Deus em nosso dia-a-dia,
e mesmo que tudo pareça difícil, sempre haverá oportunidade para
consolar e encorajar o próximo, ainda que muitas adversidades nos possam
parecer injustas.
Vamos prosseguir, sempre olhando para o Alvo!
Notas:
1 STOTT, John R.W. A Mensagem de Atos. ABU Editora. São Paulo: 1994. p. 298
2 GONZÁLEZ, Justo. Atos. Hagnos. São Paulo: 2011. p.232
A Palavra de Deus
por Ariovaldo Ramos
Certo dia um homem de meia idade procurou um pastor com a seguinte abordagem:
- Preciso falar-lhe pastor sobre o meu casamento, na verdade, sobre a minha mulher.
Começou, então a descrever a sua esposa para o pastor. Depois de duas horas e meia falando, sem parar, havia descrito algo perto de um monstro. Voltou-se ao pastor e perguntou:
- Qual é a palavra de Deus para mim?
O pastor calmamente abriu as Escrituras e disse:
- A Bíblia diz: “Maridos, amai a vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Efésios 5:25
O homem ficou desconsolado, afinal ele havia descrito sua mulher como um monstro. A lógica dele lhe dizia – Se eu amar essa mulher como Cristo amou a Igreja, aí sim que ela vai tornar a minha vida um inferno, vai se aproveitar da fragilidade.
Talvez você seja tentado a dar razão ao homem em questão. Eu gostaria de lhe dizer, entretanto, que o amo não nos torna frágil, pelo contrário, faz de nós seres capazes de tudo suportar. E mais, ao amar aquela mulher, apesar de todos os defeitos dela, ele, de fato, estaria dando ao Espírito Santo as condições que Ele precisa para começar a transformação dela. O amor é o ambiente onde o Espírito trabalha.
Como ele pode amá-la com tudo o que está no coração dele? Em primeiro lugar ele deve confessar isso ao Senhor e pedir-lhe que mude isso; em segundo lugar ele deve começar a agir pela fé. O que seria agir pela fé num caso destes? Significa tratar a esposa como se trata uma mulher que a gente ama. À medida que ele fosse obedecendo o Senhor, tratando a esposa como se a amasse, a graça de Deus iria operando nela o sentir o amor. A gente primeiro sai do barco para depois andar sobre as águas. É preciso dar o passo da fé, da obediência. É assim que a Bíblia diz.
por Ariovaldo Ramos
- Preciso falar-lhe pastor sobre o meu casamento, na verdade, sobre a minha mulher.
Começou, então a descrever a sua esposa para o pastor. Depois de duas horas e meia falando, sem parar, havia descrito algo perto de um monstro. Voltou-se ao pastor e perguntou:
- Qual é a palavra de Deus para mim?
O pastor calmamente abriu as Escrituras e disse:
- A Bíblia diz: “Maridos, amai a vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Efésios 5:25
O homem ficou desconsolado, afinal ele havia descrito sua mulher como um monstro. A lógica dele lhe dizia – Se eu amar essa mulher como Cristo amou a Igreja, aí sim que ela vai tornar a minha vida um inferno, vai se aproveitar da fragilidade.
Talvez você seja tentado a dar razão ao homem em questão. Eu gostaria de lhe dizer, entretanto, que o amo não nos torna frágil, pelo contrário, faz de nós seres capazes de tudo suportar. E mais, ao amar aquela mulher, apesar de todos os defeitos dela, ele, de fato, estaria dando ao Espírito Santo as condições que Ele precisa para começar a transformação dela. O amor é o ambiente onde o Espírito trabalha.
Como ele pode amá-la com tudo o que está no coração dele? Em primeiro lugar ele deve confessar isso ao Senhor e pedir-lhe que mude isso; em segundo lugar ele deve começar a agir pela fé. O que seria agir pela fé num caso destes? Significa tratar a esposa como se trata uma mulher que a gente ama. À medida que ele fosse obedecendo o Senhor, tratando a esposa como se a amasse, a graça de Deus iria operando nela o sentir o amor. A gente primeiro sai do barco para depois andar sobre as águas. É preciso dar o passo da fé, da obediência. É assim que a Bíblia diz.
Já reparou no meu servo?
Já reparou no meu servo?
(Jó 1:8)
“... Já observaste o Meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.”
Uma das atividades preferidas de satanás é procurar erros nos servos de Deus, para poder acusá-los. Por isso ele é chamado, entre outras coisas, de acusador. “... o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.” Apocalipse 12:10.
Só que dessa vez, antes de satanás falar mal de alguém, Deus se antecipa e diz em alto e bom tom – “O mané, você já reparou no Meu servo Jó?” – É isso mesmo, Deus cala a boca de satanás através de um bom testemunho!!!.
O início da história de Jó nos ensina algo muito lindo: Enquanto satanás quer envergonhar a Deus e a nós mesmos, Deus quer nos usar como vitrines nesse mundo, para mostrar a Sua grande salvação. Deus quer que o nosso bom testemunho seja visto por satanás e pelas pessoas que precisam ver a diferença que Deus faz nas vidas de todos que NELE confiam. Deus quer dizer a satanás sobre você e eu o mesmo que ele disse sobre Seu servo Jó.
Deus disse que Jó era:
1. Íntegro – Deus via nele sinceridade, verdade, pureza. Deus via nele alguém que tinha credibilidade. Uma pessoa ética, honrada e bem educada. Uma pessoa que não dependia do meio onde estava para ter as atitudes corretas. Mesmo sendo rico e poderoso, permanecia fiel ao Senhor (vers.2-3).
2. Reto – Jó era justo, ele seguia as leis da justiça, ele era imparcial em seus julgamentos, ele era honesto, um homem virtuoso.
3. Temente a Deus – Temer a Deus é querer agradá-Lo mais do que a nós mesmos, é querer honrá-Lo acima de tudo e de todos. O verbo temer pode sugerir “medo”. Por exemplo: Adão escondeu-se de Deus porque teve medo, pois sabia que tinha pecado contra Ele. Mas Deus não quer que tenhamos medo DELE, e sim que vivamos em obediência à Sua palavra, querendo honrá-Lo e agradá-Lo sempre – (vers. 5).
4. Desviava-se do mal – Isso significava que ele ficava atento às tentações. Ele não corria atrás do perigo, ele evitava as situações que pudessem torná-lo vulnerável.
Juntando tudo, devemos pensar que Jó era perfeito? Claro que não! Quer dizer que Jó queria obedecer e agradar a Deus e quando pecava se reconciliava com Ele.
Fala sério:
Temos dado motivos para satanás nos acusar ou temos dado motivo para Deus dizer de nós – Já reparou no Meu servo...?
“... Já observaste o Meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.”
Uma das atividades preferidas de satanás é procurar erros nos servos de Deus, para poder acusá-los. Por isso ele é chamado, entre outras coisas, de acusador. “... o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.” Apocalipse 12:10.
Só que dessa vez, antes de satanás falar mal de alguém, Deus se antecipa e diz em alto e bom tom – “O mané, você já reparou no Meu servo Jó?” – É isso mesmo, Deus cala a boca de satanás através de um bom testemunho!!!.
O início da história de Jó nos ensina algo muito lindo: Enquanto satanás quer envergonhar a Deus e a nós mesmos, Deus quer nos usar como vitrines nesse mundo, para mostrar a Sua grande salvação. Deus quer que o nosso bom testemunho seja visto por satanás e pelas pessoas que precisam ver a diferença que Deus faz nas vidas de todos que NELE confiam. Deus quer dizer a satanás sobre você e eu o mesmo que ele disse sobre Seu servo Jó.
Deus disse que Jó era:
1. Íntegro – Deus via nele sinceridade, verdade, pureza. Deus via nele alguém que tinha credibilidade. Uma pessoa ética, honrada e bem educada. Uma pessoa que não dependia do meio onde estava para ter as atitudes corretas. Mesmo sendo rico e poderoso, permanecia fiel ao Senhor (vers.2-3).
2. Reto – Jó era justo, ele seguia as leis da justiça, ele era imparcial em seus julgamentos, ele era honesto, um homem virtuoso.
3. Temente a Deus – Temer a Deus é querer agradá-Lo mais do que a nós mesmos, é querer honrá-Lo acima de tudo e de todos. O verbo temer pode sugerir “medo”. Por exemplo: Adão escondeu-se de Deus porque teve medo, pois sabia que tinha pecado contra Ele. Mas Deus não quer que tenhamos medo DELE, e sim que vivamos em obediência à Sua palavra, querendo honrá-Lo e agradá-Lo sempre – (vers. 5).
4. Desviava-se do mal – Isso significava que ele ficava atento às tentações. Ele não corria atrás do perigo, ele evitava as situações que pudessem torná-lo vulnerável.
Juntando tudo, devemos pensar que Jó era perfeito? Claro que não! Quer dizer que Jó queria obedecer e agradar a Deus e quando pecava se reconciliava com Ele.
Fala sério:
Temos dado motivos para satanás nos acusar ou temos dado motivo para Deus dizer de nós – Já reparou no Meu servo...?
Jesus e nada mais que isso
Jesus e nada mais que isso
Olho para Jesus, o modelo pastoral perfeito, e para os nossos líderes (me incluo). Me assusto. Como são diferentes!
Nas eleições não faltaram candidatos com o título "pastor", "bispo", "missionário" ou "evangelista". Até mesmo nas mídias sociais as pessoas preferem mostrar o título para serem identificadas. Nas discussões, elas acham que estão certas por causa do título. Creem que tem o direito de ser algo a mais.
Líderes trovejam na televisão suas verdades, confrontando os diferentes. A mansidão é deixada de lado, pois a voz elevada dá crédito as verdades não-bíblicas e os exageros do fundamentalismo entorpecido.
Líderes rejeitam as mudanças dentro dos templos, pois "Deus é o mesmo ontem, hoje e assim o será para sempre". Dão então a voz para o tradicionalismo tacanho e anacrônico.
Surgem as vozes da juventude, mudando tudo e não valorizando nada. O importante é a emoção, se não sentir não valeu a pena. Nesse lugar também surge o liberalismo no discurso de gente que atrai jovens, e revelam que o Deus que eles ouviram falar em suas antigas igrejas está morto e não existe. Na verdade, Deus nos criou e estamos "ao Deus dará" - e se Ele não der?
Deixo claro que não creio que estamos pior ou melhor dos que os tempos passados, pois cada tempo reservou sua dificuldade. Mas eu fico pensando em como Jesus se portaria diante dessa realidade contemporânea.
Talvez o Jesus que lavou os pés dos discípulos, continuaria sendo somente o Jesus que não tinha onde encostar a cabeça, rejeitando títulos (Jesus não usa nenhum título propriamente de poder, todos são subjetivos).
Talvez continuaria sendo o Jesus a qual chamamos de manso, que João chamará de amoroso.
Talvez ainda entraria no templo, destruiria a liturgia e convidaria a que todos ajoelhassem, partissem o pão e saíssem para mudar o mundo.
Penso ainda que talvez Ele olharia para os questionamentos modernos da juventude, romperia com tudo aquilo que realmente haveria de ser pregado, mas mostraria que Deus ainda existe e se preocupa conosco, ao ponto de morrer por nós.
Talvez, e só talvez, Ele simplesmente fosse como Jesus.
Olho para Jesus, o modelo pastoral perfeito, e para os nossos líderes (me incluo). Me assusto. Como são diferentes!
Nas eleições não faltaram candidatos com o título "pastor", "bispo", "missionário" ou "evangelista". Até mesmo nas mídias sociais as pessoas preferem mostrar o título para serem identificadas. Nas discussões, elas acham que estão certas por causa do título. Creem que tem o direito de ser algo a mais.
Líderes trovejam na televisão suas verdades, confrontando os diferentes. A mansidão é deixada de lado, pois a voz elevada dá crédito as verdades não-bíblicas e os exageros do fundamentalismo entorpecido.
Líderes rejeitam as mudanças dentro dos templos, pois "Deus é o mesmo ontem, hoje e assim o será para sempre". Dão então a voz para o tradicionalismo tacanho e anacrônico.
Surgem as vozes da juventude, mudando tudo e não valorizando nada. O importante é a emoção, se não sentir não valeu a pena. Nesse lugar também surge o liberalismo no discurso de gente que atrai jovens, e revelam que o Deus que eles ouviram falar em suas antigas igrejas está morto e não existe. Na verdade, Deus nos criou e estamos "ao Deus dará" - e se Ele não der?
Deixo claro que não creio que estamos pior ou melhor dos que os tempos passados, pois cada tempo reservou sua dificuldade. Mas eu fico pensando em como Jesus se portaria diante dessa realidade contemporânea.
Talvez o Jesus que lavou os pés dos discípulos, continuaria sendo somente o Jesus que não tinha onde encostar a cabeça, rejeitando títulos (Jesus não usa nenhum título propriamente de poder, todos são subjetivos).
Talvez continuaria sendo o Jesus a qual chamamos de manso, que João chamará de amoroso.
Talvez ainda entraria no templo, destruiria a liturgia e convidaria a que todos ajoelhassem, partissem o pão e saíssem para mudar o mundo.
Penso ainda que talvez Ele olharia para os questionamentos modernos da juventude, romperia com tudo aquilo que realmente haveria de ser pregado, mas mostraria que Deus ainda existe e se preocupa conosco, ao ponto de morrer por nós.
Talvez, e só talvez, Ele simplesmente fosse como Jesus.
Transar ou não transar? Eis a questão
Transar ou não transar? Eis a questão
por Sérgio R. Ferreira
“Posso fazer sexo com quem amo?” (P.C.J. 14 anos)
“Se nós estamos apaixonados... por que não?” (J.R. 17 anos)
“Ele me pediu uma prova do meu amor... eu tive que dar.” (V.C. 15 anos)
“Aconteceu... naturalmente. Ninguém forçou nada. Que mal há nisso?” ( M.F. 14 anos)
Devido à turbulência hormonal a que o adolescente está exposto, e tendo em vista as transformações físicas pelas quais passa nessa fase, o desejo pelo sexo é algo normal. Mas que fique claro que a prática do sexo antes do casamento é inaceitável pelos padrões das Escrituras.
Abaixo, relato uma história verídica, cujos nomes reais são omitidos, a fim de que sirva de lição para todos nós.
O próprio pai do adolescente me contou o fato:
Seu filho adolescente, aqui chamado de M.A., era muito estimado pelo pastor de sua igreja, e por ser prestativo e dinâmico participava ativamente da liturgia. Era o violonista principal, dirigia o louvor, e pregava a palavra de Deus.
Certo dia, M.A. foi convidado para dar uma palavra no púlpito. Ele estivera sentado durante o princípio da reunião e sua calça de microfibra expulsou parte da carteira, fazendo-a deslizar para cima, enquanto ele se movia naturalmente no banco. Ao se levantar para tomar a palavra, a carteira que já estava metade para dentro e metade para fora, caiu no púlpito, aberta. Espalharam-se documentos por todo lado, bem aos pés do pastor. Extrato bancário, fotografia 3x4, folheto evangelístico, cartão magnético, e... um pacote de preservativos!!!!
Não é preciso contar o resto da história. O jovem, meio sem graça, tentou disfarçar o ocorrido, mas não teve “sorte”. O pastor não era cego!
Infelizmente ele estava agindo como milhares ou milhões de adolescentes que se dizem cristãos. Estava preparado para qualquer aventura que aparecesse.
Muitos jovens crentes, com medo de serem chamados de frouxos, ou de maricas, para não usar outros adjetivos que eles normalmente usam, embarcam nessa de “fazer amor” sem compromisso e sem preconceitos. É preciso decidir: Agradar a Deus ou aos homens? A missão desse artigo é oferecer instruções sadias que sirvam para ajudar os adolescentes cristãos a vencerem essa tentação em meio às pressões do grupo.
É preciso falar sobre esse assunto, pois o adolescente de hoje, muitas vezes, acha que fazer sexo com o namorado ou a namorada é algo natural e até inevitável. São pressionados a praticar sexo, sob pena de serem ridicularizados pelos amigos. Assim, não atentam para o fato de que tal ato envolve muita vontade e nenhuma responsabilidade. O pior é que a sociedade de hoje está excluindo a palavra “namoro” do seu dicionário e adicionando outra para substituí-la. Sabe qual? Acasalamento.
Assim, como se fôssemos animais, nos é vendida a idéia de que o sexo deve ser livre e seguro, por isso, diz a mídia, use e abuse, mas use camisinha.
Entre as muitas desculpas que o adolescente pode criar para defender-se diante da realidade de que está em pecado, uma já virou jargão evangélico: “a carne é fraca!!!”. Se isso for verdade, então somente alguém mais fraco que a carne poderia ser derrotado por ela, e esse batalhão de fracos tem se mostrado muito numeroso no meio dos adolescentes que se dizem evangélicos.
Há um fator que torna o caso mais grave. Pais permissivos autorizam que seus filhos namorem em seus próprios quartos, onde ficam a sós com o namorado ou a namorada, e além de fazerem isso, ainda se responsabilizam: “nós confiamos em nosso filho”. E ainda, mimados pelos progenitores, adolescentes são autorizados a chegarem de madrugada, embora sejam menores; são aconselhados a comprarem camisinhas e a manterem sempre alguma em sua carteira ou bolsa, e isso, pasmem, por pais cristãos. Tal atitude pós-modernista por parte dos pais tem destruído a santidade na vida dos nossos adolescentes.
Entretanto, o adolescente que se envolve sexualmente com a namorada ou paquera e julga isso normal não pode jogar a culpa nos pais, nem na igreja e nem na liderança. Antes disso, deve assumir a sua responsabilidade diante de Deus e buscar humildemente a orientação da Sua palavra. A Bíblia pergunta: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?”. Ela mesma responde com a autoridade de Deus: “... observando-o conforme a Tua Palavra!” (Salmo 119:9).
Alguns cuidados simples podem ajudar o adolescente a ter vitória sobre a tentação nessa área:
- Evite ficar sozinho com seu(sua) namorado(a) em lugares escuros e isolados.
- Estabeleça limites no contato físico.
- Ore junto com seu(sua) namorado(a).
- Fale do seu propósito de manter a santidade e uma consciência pura diante de Deus.
Ainda vale lembrar que o versículo citado ensina que viver abrasado não é bom. Se você puser mais lenha na fogueira, a brasa ficará cada vez mais viva! Isso tem acontecido com você, adolescente? Você aumenta a lenha com conversas picantes, com toques ousados, olhando pornografia? Quando essas coisas alimentam a nossa mente, ficamos abrasados e vulneráveis aos ataques do inimigo.
Finalmente, o versículo é concluído com a idéia principal nesse assunto: “... se não pode dominar-se, que se case.” Fica claro aqui que o sexo é permitido somente no contexto do casamento, e também que isso exige um preparo, o qual deve ser financeiro, emocional, físico e espiritual. Por inferência, o adolescente pode perceber que está longe desse preparo “para casar-se”, por isso convém esperar, pois embora esteja preparado fisicamente, não o está nas outras áreas.
Cabe ainda frisar que o versículo, de modo algum, está dizendo que a pessoa deve se casar só por causa do sexo (isso seria um desastre!!), pelo contrário, demonstra que a relação sexual é lícita somente aos casados, com amor, com responsabilidade e com santidade.
Ao terminar, podemos dar uma palavra de ânimo, em seguida fazer uma pergunta, depois lhe dar um endereço de um especialista, e então fazer um convite:
Jovem, é possível agradar a Deus como José. Onde estão os adolescentes de Deus que vencem como o filho de Jacó, quando era bem jovem? Ele perguntou quando tentado: “Pecaria eu contra Deus?” (Gn 39:9). Ele tinha um freio sexual chamado compromisso com Deus. Tal equipamento pode ser encontrado no Trono da Graça, cujo endereço é Hebreus 4:16, uma agência aberta vinte e quatro horas, todos os dias, principalmente nos momentos mais difíceis. Querido adolescente, faça uma visita lá hoje ainda. A entrada é franca! E que Deus o abençoe!
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