sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ser salvo



Ser salvo

por Max Lucado
O que significa ser salvo? Acho que a melhor resposta para essa pergunta seja João 3:16“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Quem iria ver pessoas que ama andarem em direção a um abismo e não detê-las antes que elas se lançassem na escuridão? Deus ama tanto você que ele quer salvá-lo - do mundo, de Satanás, de si mesmo! Mas a dívida é grande demais para você pagar por conta própria! Então Jesus fez todo o trabalho há dois mil anos em uma cruz! Então, o que vem agora? Creia! Creia que Jesus morreu por você e por mim. A conta do nosso pecado - paga totalmente! Você foi liberto - para desfrutar da vida eterna com o seu próprio Salvador!

DE JOSÉ DO EGITO À TODOS OS QUE TÊM ESPERANÇA



José, do Egito—foi como o menino veio a ficar conhecido.
Ele era apenas um menino que sonhava.
Deus o fizera para sonhar, mas José teria que aprender a sonhar.
Na Graça de Deus é sempre assim:
Ele faz você para algo, mas o algo é você.
E você tem que aprender a saber quem você foi feito para ser e o resto da vida vai ter que aprender a ser quem é.
Essa é a missão do ser: saber de si em Deus e para Deus.
Assim, Deus faz o menino para sonhar, mas o menino tem que aprender a sonhar e aprender com os próprios sonhos.
O menino...é José.
Jacó é o pai do menino.
Jacó amava José com amor diferente.
Projetava nele expectativas e carinhos especiais: ele era filho de Jacó com a mulher de seus amores.
Assim, o encontro de dois seres que se amam...mas não realizam o sonho de seu próprio amor...gera um menino que sonha.
E sonha também porque o pai sonha com ele. E o pai sonha com ele por um sonho que não realizou completamente.
Mas Deus fez o menino para sonhar...
Ele sonha e conta seus sonhos.
Vê a família toda em sua total dependência.
Vê que a sua gloria seria ser a graça deles naquela geração.
Os irmãos sentem inveja.
José não entende a razão.
Afinal, ele estava apenas contando um sonho, não sonhando com o que contava.
Mas desde quando o entendimento subjuga as inseguranças do coração?
Inveja, ódio, sentimento de morte, de total extirpação da existência de José das circunvizinhanças da terra...era o que crescia em seus irmãos.
E por que?
José somente contara um sonho?!
A questão é que José era filho de um sonho que teve para a mãe dos demais irmãos—Lia e sua servas geradoras de filhos—um peso de espera, de dor, de disputas e de uma horrível carga de inveja e amargura...
Jacó amava Raquel, e não Lia.
Então, os irmãos odiavam a José também pelo amor que não tiveram nem do “pai de José” pela mãe deles e, por conseguinte, nem do “pai de José” por eles—não porque lhes faltasse amor, mas porque superabundava sobre José.
Quase ninguém quer amar...apenas por amar.
Na maioria das vezes quer-se ser amado com o amor de outros.
Poucos se atrevem a amar com seu próprio amor.
A inveja nasce mais profunda ainda quando ela se instala como inveja de amor.
Pouca coisa faz odiar mais...
Os irmãos decidiram matar a José...
Rubem, como todo bom mais velho, decide não assumir nem total responsabilidade e nem tampouco a mais completa indiferença, e diz: Não matemos, vendamos o menino!
José sumiu dos olhos dos pais para sempre.
Jamais desapareceu, todavia, da memória de seus irmãos nem um único dia.
Assim, ao venderem José para a possibilidade da morte, faziam de José o perene morador do lugar mais nervoso e sensível de suas próprias almas.
José se instalou neles como negação...um malfadado recurso do medo de admitir a verdade.
E lá vai José...
Vai de caravana em caravana...
Assustado...
Sem nome e sem chance de que em o tendo, isso tivesse qualquer importância.
Ele virara mercadoria!
Foi feito prostituto não remunerado de todos os desejos de outros senhores.
É isto que um escravo é!
E os sonho, José?
E teus irmãos?
E tua bela túnica talar?
Presente de aniversário!
Para comemorar o quê, José?
Os sonhos, no entanto, prosseguiam...
Não mais sonhava consigo mesmo...
No cativeiro José começou a perceber outros...outros seres humanos...outras dores.
Fora da casa de seu pai...entregue ao abandono da escravidão...o menino virou homem e aprendeu a enxergar de olho aberto e a sonhar bem acordado.
Suas noites, no entanto, eram repletas de sonhos, de faces, de cenários, de mensagens, de percepções e de sensibilidades.
Sua sorte começou a mudar...
Seu novo dono descobre que ele era superdotado.
Sobrava inteligência e sisudez no jovem homem.
De súbito, ele é feito o homem com todo o poder sobre os domínios de um homem poderoso no Egito.
Era muito poder.
Assim! Dá noite para o dia...tudo mudara.
José tinha poder, mas não era nada além de um robô de desejos.
Sua função era ser gestor de bens e realizador de desejos, cuidando para que o melhor não faltasse ao lugar.
Seu senso de refinamento cresceu imensamente.
O homem que fazia vir o melhor, tinha que conhecer o melhor. Assim, foi ficando também suavemente refinado.
A mistura não foi suportável...
A mulher “do homem” foi ficando alucinada...
José agora concentrava químicas irresistíveis...para as mulheres.
E ainda morava e cuidava de tudo na casa dela...?
Só não cuidava dela!
Ela decidira ser “senhora” e José tinha que “cuidar muito bem” dela também enquanto fazia tudo o mais...
Seduz, se insinua, pede, implora, agarra, arranha, toca nele, tenta tirar a roupa dele... consegue...José foge nu...ela desespera-se de ódio cobiçoso e de cobiça odiosa.
José agora tinha que conhecer outro cárcere.
Aquela situação era uma “prisão” que ele também teria que experimentar.
Agora ele teria que aprender a não sonhar com o natural objeto do desejo.
O sonhador nega a si mesmo aquele sonho.
Acorda do pesadelo...
Mergulha em tristeza...
O ciclo de desgraças iria recomeçar?
A repudiada passa a odiar no mesmo instante.
A mulher cria um caso...
José vira “José o Estripador”.
Volta para o cárcere...
E para quê?
Qual seria o propósito?
Agora ele tem que aprender a interpretar sonhos maiores.
Sua barba e cabelo crescem...
Suas noites e seus dias se misturam...
José não precisava sonhar...ele nem dormia e nem acordava...ele tinha apenas que interpretar.
Companheiros de prisão...
Conversas...
Intimidades, sonhos, desejos, saudades, arrependimentos—tudo o que rola em conversa de encarcerados.
José se envolve...
Os dramas viram histórias pessoais.
Ele sonha com aqueles que agora percebe.
Percebe seus caminhos.
Fica em silêncio.
Mas como falava muito em sonho, acaba sendo solicitado com freqüência...assim, praticou muito seu dom enquanto estava encarcerado.
O cárcere era o melhor lugar para o sonhador se transformar em interpretador.
O cárcere era o melhor lugar para o homem refinado aprender o valor de cada coisa. Inclusive a saber fazer gestão de seu próprio dom.
Ele não teria mais que sonhar e contar; e nem tampouco deveria contar tudo o que via.
Agora ele era solicitado...e nem sempre atendia.
Então...
Uma veneta na cabeça faraônica...
Subitamente dois dos amigos de cárcere de José estavam sendo chamados para um julgamento. Eram funcionários públicos esperando a decisão da corte suprema. E tudo ali era radical. Ou o indivíduo era totalmente restituído ou completamente aniquilado.
José acaba tendo que interpretar os sonhos dos colegas.
Um é morto...o outro restituído às suas funções...mas, quase como sempre, o beneficiado esqueceu-se do benfeitor.
Não era a hora ainda...
José tinha que aprender a sonhar para outros e não saber o que sonhar para si.
Silencio...
É de muito silêncio que José precisa.
Um dia a porta abriu do nada.
Faraó queria falar com José.
Ninguém sabia exatamente a razão.
José, todavia, se prepara para o melhor...
Faz a barba, dá um jeito na aparência e vai adequadamente à presença de faraó.
José começa o sonhar o melhor para si mesmo. Não quer poder, mas não quer não poder tanto...naquele lugar onde tudo era nada.
Ele quer viver...não apenas sobreviver.
E lá está ele...na frente de um “deus”.
Um “deus” atormentado por um sonho.
Um “deus” que não compreendia seu próprio sonho e que não encontrava ninguém que pudesse interpretá-lo.
Só por isto José foi lembrado...foi lembrado quando a lembrança do copeiro salvo da morte...veio a lembrar-se de José como alguém que naquele momento poderia ajudar.
Afinal, se faraó morresse, o copeiro iria junto para servi-lo na eternidade.
Boa lembrança!
Não importa como o bem venha.
O sonhador não é mais menino. Ele é um homem que sabe que o bem tem muitas caras...e que nem sempre ele é realizado por outros como bem, mas o que importa é que mesmo sendo por cobiça, ou por inveja, ou por porfia, ou para salvar a própria pele—o bem seja realizado.
Os agentes humanos são apenas seres imperfeitos vivendo suas próprias imperfeições sob perfeitos desígnios.
José interpreta o sonho de faraó.
Agora ele não apenas sabe interpretar sonhos, mas também sugerir o conselho sábio.
O que José não sabia era que ele podia interpretar o sonho do rei, mas não sabia o que o Senhor estava fazendo no coração de faraó acerca dele.
José tivera a revelação do significado do sonho de um “deus”.
Aquele “deus” teve a revelação de que o “homem escolhido”, era o próprio interprete de sonhos.
Tudo acontece conforme o sonhado.
Fartura, conforme a fartura.
Fome, conforme a desvanecência.
A fome também vinha do Senhor.
Era hora de cumprir propósitos históricos muito maiores que cabia na vida de José.
A família de Jacó teria de se transformar em uma nação. E esse “vínculo” entre eles, fazendo uma família virar um povo, só seria forjado como ferro se acontecesse em Cativeiro.
O cativeiro cura  muitas coisas e realiza muitos bens.
Assim, conforme o desígnio maior, Jacó e seus filhos ficaram sem ter o que comer.
Notícias chegavam de que no Egito havia abundancia.
Os irmãos de José vão ao Egito.
José os reconhece, mas não se dá a conhecer.
O coração do sonhador duvidava entre a realidade de uma família capaz da perversidade, e a esperança da graça que faria de sua desgraça a salvação de todos eles.
Arma esquemas...maquina...cria uma “fato”...mantém um de seus irmãos no calabouço, e demanda como prova de que falam a verdade acerca de quem são, que tragam seu irmão mais novo até a sua presença—como sendo seu único atestado de idoneidade.
O irmão mais novo era seu único irmão filho de sua própria mãe. Os demais eram filhos do pai.
Outra vez os encontros e desencontros de seus quase totalmente pais—pois o que lhes faltava como irmãos era a mesma mãe—, voltam como re-interpretação chamada para um contexto, onde o antigo e de outros, se renovava como tema absolutamente pessoal para quem de fato nada deveria ter com a ver aquilo.
Eles todos haviam herdado mágoas.
Pobres daqueles que vivem de mágoas herdadas!
Assim se transferem as doenças e ódios históricos...
E cada um segue pensando que aquela guerra é sua.
Gerações desaparecem dentro dessas cadeias intermináveis.
O fato é que José ordena que um de seus irmãos seja “retido” e os demais retornem para casa com alimentos...porém com uma missão: voltar ao Egito e levar com eles o jovem Benjamim...e, ainda fazer isso poupando o velho Jacó de entrar em estado de pânico.
Afinal, o velho perdera José, e dele guardava a túnica rasgada e ensangüentada; perdera Raquel...seu amor... e em sua homenagem erguera uma sepultura no caminho de Ramá; e teve que mudar o nome da criança de cujo parto Raquel veio a morrer, de Benoni, para Benjamim—pois estava cansado de sofrer aquelas dores todas e não queria lembrar da morte da amada toda as vezes que pronunciasse o nome do filho...que nascera da morte da mãe.
Assim, idas...vindas... e alternâncias de emoções.
O que se deve saber agora é que em todos aqueles anos no Egito José teve uma vida.
Casou, teve dois filhos e estudou muitas coisas da cultura egípcia, tendo até o seu próprio copo de adivinhações, conforme a narrativa do Gêneses. 
Foi aquele tempo de constituição de uma família nuclear e distante de todos os vínculos com a cultura odienta que se instalara no sentir coletivo da família de Jacó—aquilo que de fato estabeleceu-se, naturalmente, como terapia do passado para o homem José.
Naquele período sua dor foi dando lugar a serenidade...
Lentamente seu coração foi acalmando...as amarguras e incompreensões foram dando espaço para o presente se manifestar como bem e como alegria.
Assim, José marcou simbolicamente aquela nova estação de sua jornada, dando nomes aos filhos que representassem a sua própria cura.
O sonhador precisava ter suas memórias saradas.
Nasceu Manasses, e José deu ao menino um nome que o fizesse lembrar que o passado havia ficado no passado. “Esquecimento”, é o significado do nome do garoto.
Nasceu-lhe Efraim, era tempo de dupla frutificação...assim, então, chama o menino pelo nome do presente e pela esperança do futuro.
O sonhador tem que ter esperança e andar pela fé.
Assim, esquecendo as coisas que para trás haviam ficado, José prossegui para conquistar as que estavam ainda adiante dele.
Mas agora o passado voltara e suas caras eram as mesmas...apenas mais velhas e marcadas.
Rubem estava na cadeia...os outros nove irmãos voltaram ao Egito...e com eles veio Benjamim.
José agora sabia como interpretar sonhos e fazer gestão e aplicação dos sonhos que recebia. Mas, naquelas circunstancias, o sonhador estava diante de uma nova estação em seu ser.
Ele tinha que aprender aquilo que não se aprende sonhando, mas vivendo e dando à Graça a chance de se instalar como perdão, a fim de que o perdão ilumine a dor do mal um dia sentido...transformando-o em consciência da “providencia divina” para preservar algo maior.
Desse modo, o mal feito ao individuo pode contribuir para a salvação dos executores da maldade, se a vitima não se deixar vitimar pelas injustiças praticadas contra ela.
Agora, a decisão de José nada tinha ver com interpretar os sonhos de criança, mas em entender o que ele mesmo faria diante do cenário.
Estava tudo conforme o sonhado.
Mas o sonho do menino acabava sem solução acerca do que José faria quando todos estivessem sob sua total dependência.
Na maioria das vezes é nesse ponto que o sonhador pode se transformar num executor de pesadelos para os demais.
Esse era o grande desafio para José.
Sonhar era fácil.
Interpretar sonhos, um dom.
Fazer gestão aplicativa das interpretações de sonhos de outros, era muito simples...pelo menos para ele...pois ele tinha a competência.
O que era difícil era saber o que fazer com os sonhos de criança e que viraram mágoas de adultos.
José, então, toma a decisão de sonhar para seu próprio bem.
Ele tinha que decidir qual seria o resultado de seu primeiro sonho. Se manteria os irmãos deitados em sua presença ou se faria qualquer outra coisa.
Ele preferiu gritar aos prantos...pondo para fora dores que ele mesmo não podia explicar...mas cujos resultados, agora, ele começava a entender.
Assim ele brada enquanto se dissolve em lágrimas...
José! José! José é o meu nome.
Sei os nomes de todos vocês.
Eu sou José!
E não chorem...
Tive o discernimento de meus sonhos de criança somente aqui e agora...porque Deus é quem fez tudo isto...para que eu pudesse ser vida para vocês agora.
Assim, a família de José fica no Egito...e como moradores do lugar, cresceram em número e sobrevieram muito bem enquanto José vivia.
Os filhos de José cresceram e o sonhador não ousou ser o projetor de seus próprios sonhos sobre os filhos.
Desse modo, o sonhador se submete à benção de seu próprio pai.
Pede a Jacó que abençoe a seus filhos Manasses e Efraim.
Mas o sonhador não era o dono de todas as profecias.
Seu pai cruzou os braços, invertendo as benção, colocando a mão direita—que seria do primogênito—sobre a cabeça do mais moço, Efraim...e vice versa.
José tentou trocar as mãos do pai.
Jacó, todavia disse:
Eu sei...meu filho!
Manasses também será grande...mas eu sei o que estou fazendo!
E, quanto a ti, dou-te um declive que tomei dos meus inimigos.

A parte da herança do sonhador era um declive.
Sonhadores sempre vivem melhor à beira do declive...
Sonhadores são psicologicamente seres das margens, da quase queda, do lugar onde se enxerga as esquinas da existência.
Normalmente esses lugares não são planuras...mas aclives ou declives.
A herança de José tinha a cara de seu estado psicológico e de sua própria constituição humana.
Jacó sabia que o Egito era apenas um passagem.
A promessa de Deus estava longe de se encerrar ali.
O tempo passou...
A vida tomou seus próprios caminhos...
Não há mais relatos de sonhos de José.
A estação dos sonhos passara também.
José estava livre apenas para ser José e viver em paz.
Ele, todavia, sabia que ali não era a terra deles e nem tampouco um lugar onde ele desejasse que seus ossos ficassem.
José envelhece.
Agora suas noites começam a ser encher de ventos, multidões, clamores, águas, desertos, jornadas infindáveis, inimigos, rios que se abrem, montanhas e vales são conquistados...
Ele acorda e ainda está no Egito.
Sabe que seus sonhos falam de coisas distantes.
Nem seus filhos estariam vivos para presenciar os eventos que como sombras lhe apareciam durante as noites.
Seus ossos...
Ele não quer ficar para trás...não deseja que nem mesmo os seus ossos fiquem no Egito, ainda que para ele se construísse uma pirâmide.
Ele prefere que seus ossos tenham o mesmo destino incerto de um hebreu...um cruzador de fronteiras...um ser mutante e caminhante...que enterrar-se sob a estabilidade das honras do Egito.
Assim, assume pela fé que Deus os tiraria de lá...e que nesse dia nem mesmos os seus ossos seriam deixados para trás.
O sonho final do sonhador é que seus ossos durmam no chão do qual ele um dia havia sido expulso.
Os ossos de José viram seu sonho histórico mais importante. Dar ordens para que seus ossos não ficassem no Egito era a mesma coisa que profetizar o Êxodo de Israel.
Assim, ele sofreu o cativeiro imposto pelos irmãos e suas invejas, mas não deseja ficar fora do Êxodo de sua própria descendência.
Seus sonhos só seriam felizes se seus ossos descansassem em casa.
Assim, pela fé, José deu ordens acerca de seus próprios ossos.
O sonhador agora é um homem de fé.
Já não precisa ver para crer.
É porque ele crê, que agora ele vê...mesmo quando não está ainda vendo nada além de sombras.
Essa é a viagem de um sonhador.
Esse foi o caminho de sua própria vida.
Com ele aprendemos que todas as coisas, conjuntamente, contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.
E aprendemos ainda mais...
Ficamos sabendo que a maldade dos homens não consegue subverter nenhum dos desígnios de Deus.
Enquanto isto...o sonhador tem que também andar pela fé.
E a morrer sem amargura no coração.
A vitória do sonhador é viver seu dom como paz em Deus.
Essa foi a viagem de um menino que virou homem. De um sonhador que aprendeu mais com a vida que com seus próprios sonhos.
Afinal, não é um dom quem ensina o seu possuidor. É o seu possuidor quem precisa aprender a usá-lo.
Essa é a razão da viagem...


Caio Fábio



Em que mundo você vive?

Em que mundo você vive?



por Ed René Kivitz

Como você completaria a frase “eu vivo num mundo...”?
Não sei em que mundo você vive. Talvez o seu mundo seja descrito com palavras como belo, maravilhoso, perfeito. Ou, quem sabe, palavras como caótico, assustador, injusto. Não sei em que mundo você vive. Mas eu vivo em um mundo marcado pelo sofrimento humano.
Deus tem uma resposta para esse mundo marcado pelo sofrimento, e a resposta de Deus é a igreja de Jesus Cristo. A primeira resposta de Deus não é uma explicação teórica, teológica ou filosófica. A resposta de Deus é uma ação. Primeiro, enviando Jesus – “não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” João 3.16,17, e, depois, enviando a igreja, nas palavras de Jesus: “Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo” João 17.17João 20.21.
Esta é a razão porque Jesus adverte seus discípulos a respeito da possibilidade da irrelevância da igreja. É por meio da igreja que Deus atua no mundo que se decompõe e apodrece – a igreja é sal da terra. É também por meio da igreja que Deus ilumina um mundo em trevas – a igreja é luz do mundo. Mateus 5.13-16.
A igreja é o sinal histórico do reino de Deus. Isto é, é por meio da igreja que Deus está presente no mundo. Mas a igreja pode fracassar em sua vocação. Pode ser um sal que perdeu o sabor e pode ser uma luz escondida. A advertência de Jesus é estímulo para a reflexão. A pergunta que devemos fazer é: de que maneira a igreja se torna sinal do reino de Deus?
A igreja é necessariamente uma comunidade de doadores. A igreja é a comunidade cujo requisito essencial para ingresso é a conversão ao Evangelho de Jesus Cristo ou, se preferir, à própria pessoa de Jesus Cristo. Isso significa que a condição imprescindível para que alguém faça parte da igreja é a experiência de negar a si mesmo. Isso significa que a igreja é essencialmente a comunidade daquele tipo de gente que não vive mais para si mesma Mateus 16.24-262 Coríntios 5.14,15.
Diante da vulnerabilidade que é viver em um mundo marcado pelo sofrimento, onde ninguém está blindado contra a tragédia, as contingências e infortúnios da vida, a segurança possível não está na posse de riquezas e na vida egoísta, individualista e centrada em si mesmo. A segurança de que precisamos para viver em um mundo marcado pelo sofrimento está em Deus. Mas também está na comunidade dos seguidores de Jesus, aquele universo de pessoas que vive, não mais para si mesmo, mas para a comunhão, em que todos se ajudam mutuamente a superar o mal e a atravessar o dia do sofrimento com dignidade. Na igreja, a comunidade dos seguidores de Jesus, encontramos socorro e consolo, pois a igreja, a comunidade da solidariedade e da compaixão, é a resposta de Deus para um mundo marcado pelo sofrimento.

Igreja que fala e não age

Igreja que fala e não age



O que adianta uma igreja que olha para o pobre que está em outro estado, quando não se olha para o visitante que está no seu banco neste domingo?

O que importa todo o levantamento de recursos para a missão transcultural, quando dentro de nosso templo não agimos como irmãos?

Importa fazer tanta coisa de longe, sem estar envolvido com perto?

Que pastor é  esse que fala que devemos amar os nossos irmãos, mas é o primeiro a passar por vários sem nem ao menos olhar seus rostos?

Vem de Deus esse desejo? Pertence a Deus uma igreja assim? Isso é ser um com Deus?

Onde os jovens não conhecem outros jovens de sua própria comunidade, não é  possível ver uma igreja.

Igreja é união e não reunião. É  pessoa e não templo. É vida em comunidade e não momento devocional.

Que Deus tenha misericórdia de igrejas que olham para os confins da Terra, mas não olham sua própria casa.

 

 

A resposta à charge fascista do Globo 

 

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho

A OAB divulgou charge resposta à charge puxa-saco de patrão e fascista de Chico Caruso, publicada no jornal O Globo.


A Globo, representante maior do golpismo no Brasil, lidera a campanha para criminalizar a política.

Nessa campanha, tudo que se relaciona com a política é igualmente criminalizado: os empresários que tem negócios com governos, blogueiros, movimentos sociais, sindicatos, simples militantes, e até mesmo, cúmulo do banditismo midiático, os advogados que defendem os empresários.

Os advogados, neste momento, estão sendo um estorvo para a mídia, porque eles, armados com seus conhecimentos constitucionais, estão se interpondo no caminho do golpe.

Não foi à tôa que um maiores constrangimentos do golpismo nojento que vimos em 2015 foram manifestos de juristas contra uma tentativa de impeachment sem base legal.

O golpe, para ser consumado, precisa levar políticos e empresários à execração pública, destruir um monte de empresas para produzir crise e desemprego, manter réus presos por tempo indeterminado (até forçá-los a entrar no jogo sujo das delações combinadas), ignorar quaisquer vícios ou erros nos processos.

Os advogados já entenderam que se trata de um processo puramente político, uma nefanda conspiração judicial, cujos julgamentos são feitos antecipadamente na mídia.

Sergio Moro ignora solenemente, com chancela da mídia, qualquer mínima defesa por parte dos réus. Os tribunais superiores, por sua vez, acoelham-se dirante da virulência dos meios de comunicação, que não hesitam em apelar para todo o tipo de ameaça.

Com este entendimento, os advogados se viram forçados, pelas circunstâncias, a fazer a batalha da comunicação. É a única maneira de defenderam seus clientes, já que a justiça está submetida de maneira quase absoluta a uma lógica midiática, ao invés de submetida às leis.

Então a mídia passou a atacar também os advogados, com todas as suas armas: editoriais, charges, manipulação da informação.

A OAB - mais esperta que o governo, por exemplo, que nunca responde - entendeu que, se quiser defender os advogados, precisa responder com as mesmas armas da mídia.

A charge-resposta da OAB:

A ganância dos agentes que ditam as regras do mercado financeiro. Por Carlos Fernandes




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O “Day After” da manutenção da taxa básica de juros da economia nos já obscenos 14,25% pelo Banco Central do Brasil revela a ganância desenfreada dos agentes que ditam as regras no mercado financeiro.
Decepcionados com o fato de que perderam uma grande oportunidade de faturar ainda mais em ganhos de capital que nada produzem enquanto relaxam em seus iates milionários em algum paraíso do Caribe ou do Mediterrâneo, fizeram o dólar atingir um novo recorde na sua cotação frente ao real.
Essa é a lógica dos parasitas internacionais que vivem de manipular cotações ao redor do mundo e ganhar milhões com a especulação financeira, pouco importando a sanidade dos fundamentos econômicos dos países em que atuam.
Querer exigir que a autoridade monetária do país elevasse uma taxa de juros que já se encontra na estratosfera num mercado onde as causas básicas da inflação no atual cenário não encontra-se exatamente no consumo é exigir que o remédio seja substituído pelo veneno.
Incrível como essa gente ainda encontra defensores ardorosos na grande mídia nacional, nos oportunistas da oposição e numa turma de economistas conservadores que parecem desconhecer o mal causado pelo rentismo.
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes ao avanço do desemprego em 2015 só atestam que, mais do que não aumentar a Selic, devemos caminhar exatamente no sentido oposto.
Se existe algo que nem o Brasil nem o resto do mundo precisa nesse momento, são medidas que invariavelmente causam recessão. E nesse quesito em particular, nada é mais eficiente do que o aumento dos juros.
Todas as previsões, nacionais e internacionais, indicam que a inflação no Brasil irá ceder gradativamente já a partir deste ano. O que se faz urgente agora é garantir a retomada da atividade econômica e consequentemente da renda e do emprego.
Para isso, é indispensável que tanto o governo quanto o empresariado nacional saibam identificar e aproveitar as oportunidades que sempre se criam justamente nos momentos de adversidades.
Se por um lado o dólar nas alturas impacta nos preços de produtos cujas matérias-primas são importadas e nas dívidas contratadas nessa moeda, por outro é uma importante ferramenta para incentivar as exportações uma vez que os produtos brasileiros ficam mais baratos no mercado internacional.
O Brasil possui as condições e as características fundamentais para enfrentar os desafios que um mundo em crise nos impõe. Somos, por exemplo, detentores de um mercado consumidor interno de mais de 200 milhões de pessoas e de uma imensa extensão de terra agricultável. Fatores que poucos países no mundo podem se gabar de possuir.
O que realmente nos falta é uma grande imprensa imparcial, uma oposição responsável e mais economistas que defendam a produção.




 
Fonte:
DCM